Em São Paulo a manifestação que ocorreu nessa quarata-feira (1º de julho) em frente ao MASP por volta das 19h contou com cerca de 60 pessoas. E dentre essas poucas, nenhum dos três agitadores (Marcos Mion, Vesgo e Júnior). Assista a esse vídeo se quiser entender melhor.
E lá, tudo o que fizeram foi apitar, usar nariz de palhaço e usar palavrões contra Sarney.
Lembrando que um grupo de 60 pessoas, na Avenida Paulista, praticamente nem chama a atenção dadas as proporções do local.
Não digo que todo mundo que estava lá ou que participou dessa história no Twitter não tenha boas intenções. Mas que de fato estão muito mal organizados, informados e liderados, disso não tenho dúvida.
Pra usar o Cinema como exemplo, recomendo aos "manifestantes" que assistam ao filme Gandhi, pra terem uma idéia de como se começa um movimento e o que se deve fazer para protestar por uma causa.
Que fique claro que não estou defendendo nenhum lado. Só acho triste quando esses "movimentos" que nada mais são do que palhaçadas, sem fundamentação, conhecimento de causa e acima de tudo seriedade ocorrem e acabam por banalizar questões de extrema importância para o país.
Política é coisa séria, não oba-oba. E para se manifestar (e deve-se manifestar), é preciso muita organização e conhecimento de causa. Coisa que na maioria das vezes os próprios alvos das manifestações não possuem, daí a importância de quem se manifesta mostrar serviço e trabalho bem feito.
transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar, postergar, protrair.
Cada vez mais eu sinto estar fazendo isso. E honestamente, não sei o porquê.
Nos últimos tempos eu tomei algumas atitudes com relação às "minhas coisas", de fato. Fui atrás e já consegui meu registro profissional de ator; estabeleci algumas metas mais concretas para minha vida; comecei a priorizar áreas de interesse. Mesmo assim o sentimento de que estou deixando coisas para depois sempre bate em mim.
E apesar de estar fazendo coisas, sinto que poderia estar fazendo mais. E acabo não fazendo por inúmeras razões. Com isso sinto tudo em minha vida indo muito devagar. Gostaria que as coisas que quero fazer e os objetivos que quero alcançar chegassem mais depressa. Ao mesmo tempo, não consigo me regrar e ter a atitude de não procrastinar as coisas.
Outro dia comentava com minha amiga Ana que eu tinha um pouco de medo de ganhar na loteria, por exemplo, por correr o risco de não sair mais de casa. Eu sei que isso é um tremendo alarmismo, até porque a maioria das coisas que quero fazer estão fora de casa.
Ainda sim, há uma dose de preguiça e falta de senso de urgência que não me fazem correr tanto quanto talvez pudesse.
Não sei se tudo isso é bom ou ruim, mas como sei que o sentimento é compartilhado com muitas pessoas, resolvi postar aqui.
Para quem entende inglês, recomendo esse ótimo vídeo do Lev sobre o assunto:
Descobri um site chamado Anime-Planet. Recomendo para quem curte anime, claro.
Eles têm um banco de dados de animes completo, onde fazendo seu cadastro no site e criando seu perfil, você pode fazer uma imagem de assinatura como essa: Como vocês podem ver, nela há as informações sobre o status dos animes que assisto. No meu caso, foram 42 animes completos (juntando séries, filmes e OVAs). Que estou assistindo ainda, são 9 séries. Que quero assistir, são 22(!). Que parei de assistir por tempo indeterminado, 13. E que abandonei, são 3.
Achei muito legal também o fato deles medirem quanto tempo da minha vida passei assistindo a animes. Foram 2 semanas e meia (ininterruptas). Não acho que seja muito.
Se você se cadastrar lá, me procure. Meu perfil é esse.
Ano que vem a cerimônia do Oscar contará com 10 indicados na categoria de Melhor Filme. O anúncio foi feito hoje pelo presidente da Academia, Sid Ganis. Leia o anúncio no site oficial aqui.
Ele disse que com isso eles retomam algo que aconteceu pela última vez em 1943, quando Casablanca levou o prêmio de melhor filme. A intenção é dar espaço a mais filmes, claro. Particularmente gostei da novidade. Sem dúvida filmes mais independentes, filmes de grande sucesso de público (caso de The Dark Knight no ano passado), animações e filmes não-americanos serão os maiores beneficiários com isso. Certamente quando os membros da Academia estiverem votando, pensarão que já que podem escolher 10 filmes podem incluir gostos mais particulares e genuínos, sem serem tão influenciados por aqueles filmes que os estúdios fazem de tudo para promover como sendo "os melhores do ano".
Aliás, espero muito que com isso as comédias tenham mais chance de aparecer na maior premiação do cinema, algo que muito raramente ocorre.
Mais indicações, mais chances para todos e mais reconhecimento, o que é sempre bem-vindo.
O único contra é que vai ficar mais difícil acertar os bolões!
De uns tempos pra cá tenho pensado e constatado algo a meu respeito. Desde pequeno eu sempre fui muito passional, idealista, contestador, atributos que durante minha infância e adolescência me trouxeram muitos problemas e que até hoje em dia, vez ou outra, ainda trazem. Mas isso já não tem mais acontecido tanto.
Eu também sempre tive uma vontade louca de fazer a diferença nesse mundo. De fazer algo significativo que afetasse e mudasse a vida de muitas pessoas para melhor. Tanto que em diversos momentos de minha vida me confrontei com o desejo de seguir uma carreira política. Essa vontade não foi minha única força motriz nesse sentido. Um forte sentimento de culpa talvez tenha sido o grande incentivador desse desejo de fazer a diferença. Uma culpa que não sei da onde vem, mas que sinto por crer que se ninguém pensar nas outras pessoas, o mundo estará perdido. E durante muito tempo eu achei que eu deveria ser um desses abnegados, que colocam todos os outros na frente de si.
Bom, isso mudou bastante. Não que esses pensamentos ainda não passem pela minha cabeça. Tanto passam que estou escrevendo esse texto. Mas sem dúvida tenho passado por cima deles de maneira muito mais fácil. Hoje em dia penso muito mais em mim sem sentir muito remorço por isso. Penso que pensar na minha família e amigos já está bom. Obviamente, não me convenço totalmente desse pensamento, mas por enquanto me engana...
Digo tudo isso para explicar que durante a maior parte da minha vida eu me imaginei como alguém que alcançaria grandes feitos em prol dos outros (seja lá o que isso signifique). Projetava meu amadurecimento como algo que me levaria a um grande desapego das coisas materiais e que me levaria a uma existência mais concreta. Hoje em dia acho que estou me distanciando cada vez mais disso.
Fiquei impressionado ao constatar o quanto meu conceito de felicidade, hoje em dia, está ligado a coisas materiais. Não coisas físicas, propriamente ditas, mas certamente coisas que só o dinheiro pode me proporcionar. Poder ir ao cinema quantas vezes eu quiser, poder ir ao teatro, fazer viagens, comer em bons restaurantes. Tudo isso não me traz bens materiais, mas está ligado ao dinheiro. E também há os desejos materiais, como equipamentos eletrônicos, filmes, livros, brinquedos. Fiquei impressionado e um pouco triste, pois sei que se minha felicidade depender dessas coisas, as chances de ser infeliz são bem grandes.
Sempre me imaginei no futuro como um adulto que é feliz e satisfeito com o que tem e o que é. Infelizmente meus pensamentos hoje em dia seguem outras tendências e não sei se elas estão aqui para ficar ou mudarão com o tempo.
Por outro lado, acredito que isso não acontece só comigo. Muitos dos meus amigos têm angústias parecidas, tendo como objetivo ter dinheiro para poder ter coisas. E aí eu me pergunto: será que só quem tem dinheiro (e sempre tem alguém com mais e alguém com menos que você) pode ser feliz?
Nesse último sábado fui à final da etapa brasileira doWCS (World Cosplay Summit)em São Paulo. Foi bem divertido.
Eu gosto muito de cosplay e nesse campeonato o nível é bem alto, com cosplayers indo além cada vez mais em suas apresentações.
Foram 15 finalistas, sendo que apenas 14 se apresentaram. Uma das duplas não conseguiu pegar o avião para São Paulo, uma pena. Dessas, infelizmente não consegui tirar fotos das 4 últimas apresentações, já que a bateria da minha câmera acabou! Preciso ter uma bateria reserva...
Ah, sobre as fotos, usei a minha habitual DSC-W80. Como há muito movimento nas apresentações e a luz é baixa, não consegui a qualidade que seria ideal para registrar o evento. Sem dúvida com uma câmera reflex o resultado seria bem melhor. Mas acho que ainda sim vocês podem conferir um pouco do que rolou por lá. Animekê antes das apresentações. Só para dar uma enrolada. O pessoal podia pintar o cabelo com spray, de graça. Cup Noodles, esse não era de graça... :( Mupy! Esse era de graça! E eu bebi dez! Desfile de moda japa. Os apresentadores Karen Utino (ai ai...) e Kendi Yamai. Essa apresentação do Akira foi a minha favorita. A dupla ficou em 2º lugar. Casa cheia e imprensa presente.